Septuagésimo drink
Dry Martini por LS
Esses dias me peguei em duas situações nas quais sei que muitas pessoas não se colocariam, pensando na comodidade. Fui em dois eventos que eu não conhecia mais de 2 ou 3 pessoas no recinto.
Olhando friamente, o primeiro pensamento é o de não ir, já que ficaria ‘boiando’ ou poderia me sentir desconfortável. Mas minha vontade de sempre prestigiar meus amigos me impede desse pensamento ‘egoísta'.
Com a idade e a maturidade, já me conheço o suficiente para criar um ambiente seguro em meio a situações desconfortáveis, como por exemplo horário/desculpa para ir embora ou o fato de não depender de ninguém para ir e vir.
E em ambos os casos fui surpreendida por boas conversas. Acabei ficando mais tempo que o planejado e voltando pra casa com a sensação de como é bom nos tirar da nossa zona de conforto.
Nesse meio tempo, ouvi de alguém que sou onipresente.
Não sei o intuito que essa pessoa quis dizer, porém levo como um elogio. Que delícia é fazer parte de diferentes núcleos, pelos mais diversos motivos.
Pegue seu copo - do que for - e boa leitura ;)
“O sucesso nunca é definitivo e o fracasso nunca é fatal. É a coragem que conta.” - Autor Desconhecido
1_ A revista TIME definiu as 300 melhores invenções que estão tornando o mundo melhor, mais inteligente e mais divertido. Vale a pena explorar as diversas categorias - tem produto que já foi compartilhado por aqui, como os óculos Speedo e o ReMarkable.
2_ Quanto tempo você esperaria pela foto perfeita? O fotógrafo Wim van den Heever levou 10 anos para capturar um hiena-marrom, que é a mais rara de todas as espécies de hienas, no “no quadro mais perfeito que se poderia imaginar", segundo ele. A imagem lhe rende o prêmio de Fotógrafo da Vida Selvagem do Ano (Wildlife Photographer of the Year).
É possível conferir os vencedores das outras categorias através deste link.
3_ Mais uma matéria, dessa vez do Nexo, trazendo a questão de ser ‘multitarefa’ - tópico sensível pra mim, que vivo tentando fazer mais de uma coisa ao mesmo tempo:
A neurociência tem explorado os limites desse modelo. Um estudo publicado na Nature Reviews Neuroscience (Garner & Dux, 2023) mostra que os custos da multitarefa estão diretamente ligados a um de nossos maiores trunfos cognitivos: a capacidade de generalizar rapidamente aprendizados e aplicá-los a novos contextos. Essa flexibilidade, no entanto, cobra um preço. Ao tentar realizar tarefas simultâneas, os circuitos neurais que usamos para atividades distintas acabam se sobrepondo. O resultado é perda de eficiência, aumento do esforço e maior propensão ao erro.
Esses limites não são apenas cognitivos. Também envolvem respostas fisiológicas. Uma pesquisa recente de Becker et al. (2023), conduzida em ambiente controlado com quase duzentos participantes, revelou que situações de multitarefa, especialmente aquelas mediadas por tecnologia, provocam aumento significativo da atividade do sistema nervoso simpático, responsável por reações de alerta e estresse. Os efeitos não foram encontrados em participantes que realizaram uma única tarefa por vez. Embora os níveis de cortisol, marcador de estresse crônico, não tenham se elevado, a exposição repetida a esse estado de ativação pode ter implicações duradouras para a saúde física e emocional.
Não se trata, portanto, de uma questão de preferência entre foco e dispersão. A questão é estrutural. A multitarefa emerge como sintoma de uma organização social contemporânea que todos nós encontramos encurralados, em que tempo e a atenção são constantemente monetizados. O que está em jogo não é apenas a dificuldade de se concentrar, mas a recusa sistemática do ócio, da pausa e da interioridade. Estudos sobre aprendizagem, como os conduzidos por Rosen, Carrier e Cheever (2013), mostram que estudantes se distraem, em média, a cada três minutos quando estudam com um celular por perto. O dado é revelador: não se trata apenas de distração voluntária, mas de uma arquitetura de vida desenhada para impedir o mergulho profundo.
Link para matéria: https://www.nexojornal.com.br/impacto-alta-produtividade-multitarefa?ref=nucleo.jor.br
© 2025 | Todos os direitos deste material são reservados ao NEXO JORNAL LTDA., conforme a Lei nº 9.610/98. A sua publicação, redistribuição, transmissão e reescrita sem autorização prévia é proibida.4_ Fazia tempo que eu não assistia um TED, e tinha até esquecido o quanto eu gosto de me concentrar nesses vídeos curtos e fazer anotações no meu caderno. Esse foi indicado ontem em um grupo que eu estou, e conversou bastante com o que eu vivo sentindo: exaustão, mesmo tendo tudo fácil. Vale dar o play:
5_ Ando de olho nos sapatos da Larroudé, marca brasileira que conquistou o mundo todo com seus sapatos com bossa.
6_ O ‘Photobooth’ celebra seu centenário. E eu comemoro porque adoro as recordações que a cabine gera.
These machines are magical for a number of reasons. The booths are, of course, miniature darkrooms in themselves, (the inner mechanics of which are nothing short of a spectacle) but these small spaces – separated from the outside world through the veil of a curtain – are also publicly available streetside photography studios, open 24 hours a day. The creative possibilities of the photographic format are endless, but also defined by restriction, and so the 2 metre high by 1 metre wide box has historically lent itself to quite out-of-the-box ideas.Quem lembra quando era moda tirar foto 3x4 no Shopping Iguatemi com as amigas? Por aqui, além dessas, eu guardo várias de festas e de viagens.
7_ Eu não acompanhei Vale Tudo, mas ainda sim me sinto no direito de falar mal do último capítulo. Enquanto assistia, me diverti mais com os comentários no X do que no desenrolar da história. Nesta matéria você pode conferir como foi o final da novela original, e poder comparar e julgar ainda mais.
8_ Eu ainda não estou acreditando como o Louvre foi roubado em plena luz do dia, e fiquei mais chocada ainda ao saber que no setor Denon, onde fica a galeria que abrigava as joias roubadas e a Mona Lisa, um terço das salas não possui nenhuma câmera de vigilância. Apenas 138 câmeras foram instaladas no museu mais visitado do mundo nos últimos cinco anos.
E falando sobre objetos roubados, no mês passado, a Unesco lançou o ‘Museu Virtual de Objetos Culturais Roubados':
As the first global platform of its kind, it will use 3D modelling and virtual reality techniques to recreate stolen cultural objects selected by Unesco member states, raising awareness about illicit trafficking. Users will be able to access the museum’s design, interactive tools and digitised objects on their own devices or via dedicated screens at the conference. The platform will also offer educational narratives and testimonies from affected communities to raise awareness about illicit artefact trafficking.
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The Virtual Museum invites visitors to discover the objects’ significance, to understand their place within community life, and the grief experienced by the communities due to their disappearance.9_ Sabe quando sem querer um assunto acaba te rondando sem você perceber? Nesse último fim de semana acabei assistindo uma série e um filme que giravam em torno de amantes de carros - ambos da Amazon Prime. Achei engraçada essa ‘coincidência’ visto minha obsessão atual com a Fórmula 1 - inclusive ando aguardando ansiosamente os finais de semana que têm corrida. Para quem quiser se distrair:
Manutenção Necessária - comédia romântica bem água com açúcar
Motorheads: Velozes e Apaixonados - série teen que é ótima para passar o tempo, porém por enquanto não foi renovada para a segunda temporada, e deixa muitas dúvidas no ar
10_ Eu adquiri uma Owala pra mim, e desde então estou batendo minha meta diária de água - acho que pelo fato dela ter um canudo embutido e ter capacidade maior do que as outras garrafas que eu tenho. Assim, não corro o risco de ter pedra no rim e ter que ir em uma montanha-russa para ajudar a expelir.
Salute,
Luiza Secco




Multitarefa?!?!! Tenho que rever meus hábitos!!!!!